sábado, 31 de dezembro de 2011

Como devo comer?

Resumo dos Artigos:


"COMIDA DEMAIS"
"SATISFAÇÃO MENOR, OBESIDADE MAIOR"
"INSULINA E GLICOSE BEM REGULADAS"
GUIA FITNESS


O que contribui para a epidemia de obesidade: a ingestão excessiva de alimentos ou o sedentarismo? 

Se o aumento de peso real mostrasse o que a estimativa apontada, implicaria que a ingestão de alimentos era responsável. Se isso não ocorresse, significaria que mudanças na atividade física também tiveram papel importante.

A quantidade de calorias ingeridas tem influência à gestão de peso, e para que seja bem sucedida, devem fazer boas escolhas mantendo um plano equilibrado de alimentação saudável e um estilo de vida ativo.

Se precisar perder peso, tem de inverter a situação e alcançar um balanço energético negativo. Basicamente isto significa ingerir menos calorias e deslocar-se mais. Certamente esta receita não é nenhuma novidade, mas o incrível é como não é posto em prática, enquanto se bombardeiam com tantos regimes para perder peso.

Fazer exercícios físicos com regularidade e evitar o consumo excessivo de carnes vermelhas gordurosas ajuda a prevenir a obesidade e o diabetes, mas as explicações sobre por que essas recomendações funcionam permaneciam superficiais. Agora finalmente começa a entender por quê a atividade física protege a região do cérebro que regula o apetite, justamente a que é atacada pelas gorduras saturadas.

Ao saborear um chocolate, o cérebro responde de maneira diferente, dependendo da pessoa. E é essa diferença, cortesia dos genes receptores de dopamina, que pode ajudar a explicar por que alguns engordam e outros não.

O efeito benéfico do exercício é similar ao gerado pelo consumo de outro tipo de gordura, as insaturadas da família ômega-3, encontradas em óleos de peixe. Emerge daí novas possibilidades de deter a obesidade e o diabetes, em especial o do tipo dois, quando o organismo produz insulina, mas não a utiliza adequadamente.

No cérebro, o estriado dorsal é responsável pela liberação do neurotransmissor dopamina resposta à ingestão de comida. A quantidade de dopamina liberada corresponde ao grau de satisfação que o alimento traz. Mas em indivíduos obesos, essa resposta tende a ser mais lenta, devido à presença de menos receptores de dopamina.

O consumo excessivo de gorduras saturadas de cadeia longa pode gerar uma inflamação nos neurônios de uma região na base do cérebro, o hipotálamo, que controlam a fome. A inflamação impede o correto funcionamento do hormônio insulina, que facilita a captação de glicose nas células. Os neurônios do hipotálamo perdem a capacidade de se ligar à insulina – fenômeno conhecido como resistência à insulina, comum em pessoas obesas ou diabéticas – e a fome predomina sobre a saciedade. Praticar exercícios físicos, além de queimar calorias, como já se sabia, ajuda a reduzir a inflamação nos neurônios do hipotálamo e a restabelecer a saciedade.

Gorduras (in)saturadas podem ter efeitos opostos, sobre as células musculares. O excesso de dois tipos de ácido graxo saturado, o palmítico e o esteárico, prejudicaram o funcionamento de células musculares cultivadas em laboratório e dificultaram a ação da insulina, enquanto os ácidos oléico, linoléico, EPA e DHA, todos insaturados, não alteraram o funcionamento das células e deixaram a insulina agir normalmente. Os ácidos graxos insaturados ômega-3 previnem a resistência à insulina induzida pelos saturados.

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